Rock Tintas

Corrigindo Problemas de Pinturas

Trincas em alvenarias

trincas

O tratamento de trinca necessariamente precisa de um sistema flexível que absorva essas variações e isole o acabamento (pintura), não permitindo o reaparecimento da trinca.

Causas

– a trinca possui uma ação dinâmica, ou seja, sua espessura altera conforme a movimentação da estrutura ou variação de temperatura.
Correção de trincas dinâmicas em alvenarias:
1.1 Abrir a trinca com ferramenta especial (“abre-trinca”) ou espátula de aço, em forma de “V”, com 1,0cm de largura por 1,0cm de profundidade.
1.2 Remover toda a pintura e parte superficial do reboco (1 a 2 mm) numa faixa de 10 a 20 cm de largura (conforme largura da tela), sendo que o eixo da trinca deve ficar sempre no centro (vide foto abaixo);
1.3 Remover todo o pó da trinca aberta e das faixas laterais;
1.4 Aplicar na trinca e faixas laterais uma demão de Fundo Preparador para Paredes base água ou Solvente. Aguardar 4 horas para secagem;
1.5 Preencher a trinca aberta com Incatech emborrachado e areia fazendo uma proporção de uma parte de Incatech emborrachado para duas partes de areia fina, seca e peneirada. Aplicar apenas no veio da trinca, preservando-se as faixas laterais. Aguardar intervalo de 24 horas para secagem;
1.6 Aplicar sobre a trinca, e nas faixas laterais, o Incatech. Esta aplicação pode ser feita com rolo. Aguardar intervalo de 4 horas para secagem;
1.7 Aplicar segunda demão de Incatech da mesma forma do item anterior. Nesta etapa deve ser fixada, intercalada por camadas do Incatech, a Tela de Poliéster (10 a 20 cm de largura), sobre toda a faixa em recuperação. Aguardar intervalo de 4 horas para secagem;
1.8 Nivelar a superfície com Massa Acrílica ou textura de modo ao acabamento ficar semelhante ao já existente na superfície.

Fissuras

fissuras

São trincas estreitas, rasas e sem continuidade.

Causas

– tempo insuficiente de hidratação da cal antes da aplicação de reboco ou devido a camada de massa fina estar muito espessa.
– tipo e qualidade dos materiais utilizados para o preparo da argamassa;
– mau proporcionamento das argamassas;
– técnica de execução;
– a espessura do revestimento é muito excessiva ou fina;
– chapisco com baixo consumo de cimento;
– argamassa com baixo consumo de cimento;
– entre outros.

Bolhas

bolhas

Alteração do filme da tinta, as bolhas são causadas por falta de aderência do produto aplicado.

Causas

– infiltrações de umidade causadas por falhas nas impermeabilizações, trincas e vazamentos em tubulações;
– infiltrações de umidade no substrato causadas pela ocorrência de chuvas antes da pintura, principalmente em superfícies novas (pode ocasionar retenção de umidade nestas superfícies, a qual pode levar dias para secar);
– chuvas ocorridas antes da secagem completa da tinta/massa podem provocar bolhas, manchas e outros problemas, pois os produtos ainda não adquiriram sua resistência total;
– resíduos de pó;
– repintura sobre tinta ou massa corrida de má qualidade;
– camadas muito espessas;
– tinta antiga pulverulenta sobre a superfície;
– massa corrida no exterior;
– massa corrida com resquícios de umidade;
– má aderência do produto na superfície;
– umidade.

Cuidados

Quando a causa das bolhas é devido a presença de umidade no substrato essa umidade deve ser totalmente eliminada antes de qualquer procedimento de repintura desses locais.
Correção
– Remover todas as bolhas, partes soltas e mal aderidas com uso de espátula, escova de aço e lixa. Esta remoção também pode ser realizada através do hidrojateamento da superfície com lava jato industrial;
– Aplicar na superfície uma demão de Fundo Preparador para Paredes. Esse produto penetra na superfície e agrega as partículas tornando a superfície coesa para seqüência da pintura.
– Nivelar a superfície com Massa Acrílica (áreas externas ou molháveis) ou Massa Corrida (áreas internas e secas) e repintar a superfície com o produto desejado.
– Em repintura sobre massa de má qualidade, deve-se raspar as áreas afetadas, aplicar uma demão de fundo sintético nivelador ou esmalte sintético branco fosco e repintar.
– sobre tinta de má qualidade: raspar, remover e lixar as áreas afetadas. Aplicar uma demão de fundo reparador de paredes. Repintar.
– em pintura sobre pó- lixar e raspar as partes soltas. Eliminar o pó. Aplicar uma demão de liquido selador (interiores) em exterior lixar e repintar.

Crateras

As crateras são causadas por falta de aderência do produto aplicado.

Causas

– presença de óleo, graxa ou gorduras na superfície a ser pintada;
– tinta é diluída com materiais não recomendados como gasolina, querosene, etc.
Em metais esse problema também pode ocorrer com a presença de água na superfície quando a pintura é realizada com produtos base aguarrás.

Correção:

– remover toda a tinta aplicada através de espátula e/ou escova de aço e removedor apropriado;
– limpar toda a superfície com Aguarrás ou Thinner, a fim de eliminar vestígios de removedor;
-refazer a pintura seguindo as instruções de embalagem do produto utilizado.

Desagregamento

desagregamento

Caracteriza-se pela destruição da pintura, que se esfarela, destacando-se da superfície juntamente com partes do reboco. Este problema ocorre quando a tinta foi aplicada antes que o reboco estivesse curado ou pela presença de umidade na superfície.

Causas:

– Não esperou-se a cura de 28 dias do reboco novo para aplicação de tinta;
– O reboco não estava completamente seco quando foi pintado;
– O traço da argamassa/reboco é fraco e portando não possui boa coesão.

Correção:

– raspar as partes soltas, corrigir as imperfeições profundas com reboco e aplicar uma demão de Fundo Preparador de Paredes base d’água ou solvente e aplicar acabamento.

Descascamento

descascamento

O descascamento é causado por falta de aderência do produto aplicado.

Causas

– presença de pó (tinta antiga pulverulenta) sobre a superfície.
– falta de diluição da tinta, uso de fundos ou massas de baixa qualidade.
– aplicação sobre gesso, sem a aplicação de fundo preparador base de solvente ou direto no gesso.
– pintura foi executada sobre caiação (a aderência da cal sobre a superfície não é boa, constituindo camada cheia de pó);
– a aderência da cal sobre a superfície não é boa, constituindo camada cheia de pó. Portanto, qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a descascar-se rapidamente.
– na primeira pintura sobre reboco, a primeira demão não foi bem diluída, ou havia excesso de poeira na superfície.

Cuidados

– quando se desejar aplicar a tinta diretamente sobre o reboco, a primeira demão deve ser bem diluída para não causar descascamento. O melhor é sempre utilizar o selador acrílico como fundo.
– antes de pintar sobre caiação, elimine as partes soltas ou mal aderidas, raspando ou escovando a superfície.
– aplique uma demão de Fundo Preparador de Paredes base d’água ou solvente.

Correções

– raspar ou escovar a superfície até a remoção total das partes soltas ou mal aderidas.
– aplicar uma demão de Fundo Preparador de Paredes base d’água ou solvente e aplicar o acabamento.

Eflorescência

eflorescencia

São manchas esbranquiçadas que surgem na superfície pintada.
A secagem do reboco dá-se pela eliminação de água sob a forma de vapor, que arrasta materiais alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada, onde se deposita, causando a mancha. A eflorescência pode acontecer, também, em superfícies de cimento-amianto, concreto, tijolo, etc.

Causas

– tinta aplicada sobre o reboco não curado.
– tinta aplicada sob superfícies com presença de umidade.

Cuidados

– aguardar a cura de argamassas novas (28 dias) e certificar-se que a superfície esteja completamente seca antes de aplicar a tinta.
Eliminar vazamentos ou infiltrações de água, o fenômeno da Eflorescência pode ocorrer mesmo após a cura completa do reboco, consulte o link impermeabilizações.

Correção

– aguardar a secagem da superfície.
– eliminar eventuais infiltrações.
– aplicar uma demão de Fundo Preparador de Paredes base d’água ou solvente e aplicar acabamento.

Enrugamento

enrugamento

Causas

– aplicação excessiva de produto, tornando a camada de tinta muito espessa;
-aplicação de uma demão ou sucessivas demãos sem aguardar o intervalo de secagem entre demãos.
– a superfície no momento da pintura se encontrava com alta temperatura.
– a utilização de solventes diferentes dos recomendados nas embalagens dos produtos (gasolina, querosene, thinner, etc) para diluição da tinta.

Cuidados

– com cantos e junções de esquadrias (portas e janelas, principalmente nos esmaltes e vernizes, pois o excesso de camada normalmente ocorre nestes locais.

Correção

– remover toda a tinta aplicada através de espátula e/ou escova de aço e removedor apropriado;
– limpar toda a superfície com Aguarrás ou thinner, a fim de eliminar vestígios de removedor;
– refazer a pintura seguindo as instruções de embalagem do produto utilizado.

Manchas provenientes de mofo

bolor

São manchas que aparecem sobre a superfície que se proliferam em condições favoráveis para a presença de microorganismos (fungos, algas, etc).

Causas

– ambientes úmidos, mal ventilados ou mal iluminados (sem a presença de sol).

Correção

– lavar toda a área afetada com escova de nylon ou pano e uma solução de água e hipoclorito de sódio (cloro) na proporção de 1:1, esta solução pode ser substituída por água sanitária;
– deixar a solução agir por aproximadamente 15 minutos;
– lavar com água a fim de eliminar vestígios de cloro;
– deixar secar e repintar.

Manchas e retardamento na secagem da madeira

Causas

– ocorre quando a repintura foi feita sobre madeira com resíduos de soda cáustica, que foi utilizada na remoção da pintura anterior.
– pinturas em madeira novas onde houve a migração de ácidos orgânicos ou resinas naturais presentes em certos tipos de madeira;
– quando essa madeira não foi devidamente tratada (madeira verde).

Cuidados

– antes de repintar, deve-se eliminar por completo qualquer resíduo de soda cáustica (ou similar), lavando a superfície com bastante água.
– aguardar a secagem e repintar.

Correção

– remover à pintura e siguir as mesmas instruções acima.
– no caso de madeiras novas resinosas, usar fundo knoting Coral/Sparlack antes da pintura.

Manchas causadas por pingos de chuva (garoa, respingo de lavagens, etc)

extracao-de-soluveis

Essas manchas ocorrem em paredes recém pintadas. Este fato é característica principalmente em tintas foscas e mais freqüentemente em tintas de tonalidade intensa.

Causas

Os pingos isolados ou garoa, ao molharem a pintura, trazem a extração de materiais solúveis da tinta, surgindo às manchas. Entretanto, se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados ou garoa, não haverá manchas.

Correção

Para eliminá-las, basta lavar a superfície com água, sem esfregar, o mais rápido possível.

Cuidados

– Evite pintar em dias chuvosos, com ventos fortes, temperatura abaixo de 10 °C e umidade superior a 90%.
-Até duas semanas após a pintura, pingos de chuva podem provocar manchas.
– A lavagem deve ser realizada assim que as referidas manchas forem observadas, pois se for realizada vários dias após a dificuldade para eliminar esse manchamento tende a aumentar, podendo ser necessária uma nova demão de tinta.

Saponificação

saponificacao

Manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada (freqüentemente provoca descascamento ou destruição da tinta). Retardamento indefinido da secagem de tintas à base de resinas alquídicas (esmaltes e tintas a óleo). A superfície apresenta-se pegajosa, podendo até escorrer a tinta.
A patologia é causada pela alcalinidade.

Causas

– causada pela alcalinidade natural da cal e do cimento que compõe o reboco. Essa alcalinidade, na presença de certo grau de umidade, reage com a acidez característica de alguns tipos de resina, acarretando a saponificação.

Cuidados

Para evitar esse problema, se faz necessário aguarde até que o mesmo esteja seco e curado, o que demora cerca de 28 dias.

Correção

– em tinta látex, recomenda-se raspar, escovar ou lixar a superfície, eliminando as partes soltas ou mal aderidas, após aplica-se uma demão de S Fundo Preparador de Paredes base d’água ou solvente e aplicar o acabamento.
– em pintura alquídica (esmalte sintético e tinta a óleo) é feita conforme segue: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solventes, raspando e lixando.
– em pintura alquídica (esmalte sintético e tinta a óleo): pela dificuldade em remover esse tipo de tinta, costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que esta estoure, raspando-se em seguida, ainda quente (este procedimento somente é aconselhável quando executado por profissionais experientes), após aplicar uma demão de Fundo Preparador para Paredes base d’água ou solvente e aplicar acabamento.

Umidade ascendente ou por capilaridade

É a umidade que vem do solo e contamina rodapés e paredes.
Causa:
– problema na impermeabilização das fundações seja por projeto inadequado ou utilização de materiais ineficientes.
– umidade que sobe do piso para as paredes;
Correção
– procure um profissional (engenheiro ou arquiteto) para lhe ajudar na correção deste problema.

Mofo, bolor ou fungos

bolor

São manchas escuras que aparecem na superfície.

Causas

– devido a climas quentes e úmidos, mal ventilados e mal iluminados, se proliferam um grupo de seres vivos vegetais que produzem o escurecimento da película da tinta, decompondo-a.

Cuidados

Caso o ambiente continue desfavorável é possível que os fungos retornem.
Correção
Lavar a superfície com uma solução de água sanitária na proporção de 1:1, molhando constantemente a superfície com a solução por um período de 6 horas. Enxaguar a superfície com água em abundância. Deixa secar. Repintar.

Manchas amareladas em paredes e tetos

manchas-amareladas

São provenientes de gorduras, óleo ou fumaça de cigarro, fogão ou lareira a lenha

Correção

Lavar a superfície com uma solução de água com detergente à base de amoníaco. Deixar secar. Em alguns casos, onde existe muita contaminação da área, se faz necessário o uso de fundo sintético nivelador ou esmalte fosco para isolar o local e repintar.




Calcinação

calcinacao

São manchas que aparecem nas superfícies pintadas provocando descascamento ou destruição da tinta látex. Geralmente por 2 motivos.:

Causa

Pela alcalinidade natural da cal e do cimento que compõe o reboco. Essa alcalinidade, na presença de certo grau de umidade, reage com acidez característica de alguns tipos de emulsão.

Correção

Raspar, escovar ou lixar a superfície eliminando partes soltas. Aplicar uma demão de fundo preparador de paredes. Aplicar o acabamento.
Causa 2
Pelo ataque através do intemperismo, a tinta vai se deteriorando.

Correção

Raspar, escovar ou lixar a superfície eliminando partes soltas.
Aplicar uma demão de fundo preparador de paredes.
Aplicar o acabamento. Obs.: em caso de reboco novo deve-se aguardar sua cura / secagem (mínimo de 30 dias ).